fev 07 2010

SETRAN e BM: cuidando dos ricos com carinho

Postado por Ricardo Pinto em Cidadania

Pois é… Ontem à noite ao perambular pela cidade juntamente com meus amigos Ronei e Evandro, nos deparamos com um segmento da rua sei-lá-que-nome que passa em frente a sede do Rotary Club próximo à UNOPAR, entre as ruas domingos de almeida e general câmara, absolutamente bloqueado por cavaletes e faixas de isolamento.

O motivo: o tradicional Baile do Chopp daquela entidade, que reune dezenas de participantes todos os anos.

E lá estavam a SETRAN e a nossa Brigada Militar para garantir o bloqueio da via pública para a segurança de seus participantes, na maioria gente abastada que encontra nesse evento uma oportunidade de encherem a cara coletivamente, ao som das bandinhas alemãs e seus ridículos rê-tê-tê.

Revoltante foi ver vários brigadianos postados, dois ou três em cada esquina do quarteirão, parecendo “cuidadores de carros”, e a viatura do SETRAN rondando, tudo para a maior segurança do evento.

Bem mais longe dali, precisamente em frente ao Tennis Club Rio Branco, também em uma festa de ricos e bem nascidos, a Brigada Militar garantiu a segurança dos participantes espalhando muitos soldados por dois quarteirões ou mais.

Alô Cindapa, Rudder e similares… Fiquem alertas!

Ao que parece a “briosa” entrou na concorrência.

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fev 06 2010

Gendarmeria Nacional Argentina: a truculência como regra

Postado por Ricardo Pinto em Cidadania, Mundo

Conheço pouquíssimos bons policiais e militares, e por um simples motivo: são raros mesmos.

Aqui no Brasil, como diz meu amigo Ronei Almeida, quando um cidadão não presta para mais nada na vida, se torna policial.

Mas essa regra toma proporções realmente desastrosas se a aplicarmos na Argentina, especialmente na nossa vizinha Paso de Los Libres: lá o brasileiro é tratado como um idiota, como um palhaço, como um marginal, como um criminoso, como um ser indigno de respeito, e tudo por parte da Gendarmeria Nacional Argentina e também da Policia Militar, órgãos que reúnem o que de pior pode se imaginar em má qualidade de ser humano.

Gendarmes e Policiais argentinos são criaturas de péssimo caráter, de índole perniciosa, vulgar, são canalhas fardados que quando não insinuam propina ao ameaçar reter veículos por conta de frescuras que eles mesmos inventam, procuram espezinhar o honrado cidadão brasileiro fazendo perguntas cretinas, piadinhas de duplo sentido, e tudo isso portando ostensivamente pistolas .45, diga-se, o único lugar onde repousa sua autoridade empedernida.

Ontem fomos eu e mais três amigos, como de costume, tomar um sorvete em Libres: na ida, quando abordados por um gendarme, entregamos nossas identificações e esse complicou com a carteira de motorista de um de nós (que aqui no Brasil também é de identidade civil, exatamente como a CI), dizendo que aquele documento não era aceito, etc, etc, mas com um sorriso jocoso e uma piadinha vulgar mandou-nos seguir.

Na volta, porém, fomos abordados por uma gendarme que pediu-nos novamente os documentos. Mesmo estranhando o fato, vez que nunca os gendarmes exigem identificação de brasileiros que retornam ao Brasil, entregamos os mesmos documentos que havíamos entregue ao colega dela quando chegamos. A reação foi imediata: entregou-nos nossas duas CI’s, ficou com a carteira de motorista de meu amigo na mão e começou a desfiar um rosário de reprimendas, ameaçando, inclusive, retê-lo na gendarmeria por que não estava portando a CI que, segundo eles dizem, é o único documento brasileiro aceito para o ingresso na argentina.

Nossa sorte é que para essa escumalha vagabunda repreender brasileiros é sinônimo de orgasmos múltiplos, muito mais que enfrentar uma argumentação mais séria quando de uma detenção e/ou um escândalo na imprensa. Daí que após todo o discurso a cretina nos despachou, como quem toca um cachorro de rua.

Sinceramente não é possível compreender como que uma autoridade possa portar-se dessa forma, ter esse modus operandi como regra, essa truculência, essa agressividade imbecil que lhes tolhe o discernimento, o mais simples entendimento de que se todos os motoristas brasileiros possuem CNH expedida pelo Estado Brasileiro e que se esta é tida como documento de identificação civil é óbvio e lógico que deve ser reconhecida tanto quanto a Carteira de Identidade (CI). Nessas condições, nesse compasso de similaridade documental, arguir qualquer tratado ou convenção internacional que determine exclusivamente a apresentação de CI como documento hábil ao ingresso na Argentina, é muito além de estupidez: é a canalhice endêmica da Gendarmeria Argentina – instituição que mais parece um eco do lado mais macabro do peronismo.

E são esses sintomas, esses “pequenos” sintomas, que torna possível a conclusão de uma Argentina eternamente ultrapassada, retrógrada e – por isso – reacionária;

Aliás um país que abriga servidores de tão baixo quilate moral não pode mesmo prosperar, pois não possui valor humano em sua estrutura de Estado e isso repercute negativamente no cenário mundial.

Por outro lado episódios como esse tem um lado positivo: serve para que valorizemos mais a nossa terra brasilis – um país maravilhoso, forte, acolhedor, humano.

Devemos sim combater esse vício infeliz de ir buscar na Argentina coisas diferentes, exóticas, pois a cada vez que somos maltratados e humilhados pelas autoridades policiais e militares desse país nossa dignidade vai-se diminuindo, encolhendo, até nos tornarmos iguais a eles – ou talvez até pior.

Hoje pensemos nisso.

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fev 05 2010

Bate-boca carnavalesco

Postado por Ricardo Pinto em Carnaval

E no programa Clube 106, da rádio 106 FM de Paso de Los Libres (isto é, do outro lado da ponte internacional), que foi ao ar no dia 4 último, dois conhecidos cidadãos uruguaianenses acabaram partindo para as “vias-de-fato” após violento bate boca. E tudo ao vivo!

Jair Rodrigues, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Uruguaiana (LIESU), que enceta há quase dois anos uma cruzada contra o Prefeito Felice e a Comissão Municipal de Carnaval (que lhe escanteou categoricamente) entrou em confronto pessoal com o presidente desta infeliz Comissão, o empresário Marcus Lemos.

A briga é antiga, mas nesse dia tudo começou quandoRodrigues, que também comanda Os Rouxinóis no cargo de presidente de honra da agremiação carnavalesca, chamou Lemos de mentiroso (digamos que indiretamente, pois se dissemos que a afirmação de alguém é uma mentira por óbvio que estamos classificando essa pessoa de mentirosa, ao menos para aquele fato).

Lemos acabou indo nos estúdios da rádio e defendeu-se, não somente a sí como também ao Prefeito Felice, e daí partiram as agressões mútuas.

Depois dos ânimos acalmados, após um urgente intervalo comercial, cada um falou sobre questões atuais do carnaval e das escolas de samba, como o problema do não adiantamento de verbas por parte do município, dentre outras.

No finalzinho do programa, nos últimos minutos, o radialista França leu alguns “torpedos” enviados por ouvintes exaltando a participação de Rodrigues, tudo, é claro, previamente combinado (que aqui ninguém é bobo) .

Sinceramente, achei a baixaria muito divertida.

Mais uma prova que boa educação e compostura não é para qualquer um.

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fev 04 2010

Escolas de samba querem dinheiro

Postado por Ricardo Pinto em Carnaval

As escolas de samba de uruguaiana tornaram-se um verdadeiro sumidouro de dinheiro: parece que todo o dinheiro do mundo é insuficiente para elas.

O pior de tudo é que muitas não mostram o valor do investimento monumental na avenida, apresentando alas que parecem terem sido tiradas do lixo e alegorias paupérrimas.

Mas elas querem dinheiro. Ah, se querem!

E brigam por isso!

Agora estão brigando com o prefeito em uma reação ridícula que, como previsto aqui no blog, eram favas contadas.

Saudades dos idos tempos quando velhos amigos, dotados das mais diversas habilidades artísticas, se reuniam nos barracões para montar as escolas de samba, e tudo de forma totalmente voluntária, tão só pelo prazer de ver sua agremiação desfilar na avenida…

Esses tempos não voltarão mais…

Fiquemos com as boas lembranças.

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fev 03 2010

Prefeito Felice faz linha dura com escolas de samba

Postado por Ricardo Pinto em Carnaval

Que a Comissão Municipal de Carnaval era absolutamente desnecessária dado ao novo momento que vivia a LIESU, não é novidade para nenhum leitor do Temporal, visto que manifestei-me nesse sentido por diversas vezes aqui.

O mais grave, entretanto, é que a previsão de tempos terríveis que previ aqui também nesse blog  para as escolas de samba em face da excessiva austeridade do atual prefeito, essa semana tornou-se realidade.

Resumindo: as escolas de samba pediram um pouco mais de dinheiro, e o prefeito Felice negou.

Todavia se somente negasse não teria sido tão digno de nota: o prefeito foi para as rádios e passou uma carraspana nessas escolas e seus dirigentes.

Mas daí a pergunta: – O que esses dirigentes esperavam do Prefeito Felice? Flexibilidade no trato com o dinheiro? Francamente! Nem uma criança seria tão ingênua!

Agora virem-se para dominar o monstro que vocês próprios produziram!

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fev 02 2010

Cadê a Tenda?

Postado por Ricardo Pinto em Política

Hoje passei em frente ao Parque Dom Pedro II e a Tenda Acústica – adquirida irresponsavelmente pela administração do Prefeito Sanchotene Felice e a um alto preço – continua desaparecida.

Para quem não conhece Uruguaiana nem a história desse delírio (ou esperteza, sei lá) o Prefeito Felice prometeu no final do seu mandato anterior que mandaria construir uma Concha Acústica para os uruguaianenses lá nesse parque.

Ocorre que, para surpresa de todos, a tão esperada concha acústica revelou-se um enorme toldo de lona branca cobrindo um palco totalmente aberto em suas laterais, ou seja, lá se indo a “concha” e com ela a “acústica” também.

A iniciativa foi realmente louvável, isto é, construir um palco para apresentações populares, mas a realização da ideia foi de uma estupidez, de um amadorismo, de uma falta de competência que se o Prefeito Felice deu-se por satisfeito com essa porcaria fico imaginando quais outras imbecilidades administrativas ele andou praticando em seu governo. E essas podem ser muito, mas muito graves.

Essa Tenda Acústica tombou diversas vezes desde que foi erguida, e a cada conserto foram gastos consideráveis recursos públicos. Bastava bater um ventinho mais impetuoso e lá estava aquela lona branca no chão e os ferros todos retorcidos.

Pois desde a última tormenta – que nem lembro mais quando foi – a tendinha não mais voltou a ser erguida, provavelmente estando sendo preparada para ressurgir próxima aos dias de carnaval quando a cidade estará lotada de turistas.

Sinceramente nunca vi tamanho equivoco administrativo como esse praticado pelo Prefeito Felice aqui em Uruguaiana, isto é, a compra de uma tenda cultural de estrutura fraca, vulnerável, ridícula, que avilta cada centavo pago com o dinheiro do contribuinte, fato que revela uma visão estreita e pífia que menospreza e desrespeita o cidadão uruguaianense.

Que deus nos ajude! 

 

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fev 01 2010

Calor tremendo

Postado por Ricardo Pinto em Clima

Hoje foi um dia bastante quente aqui em Uruguaiana, mas ontem – segundo informações da meteorologia local – a temperatura alcançou os 44 graus!

Janeiro se despediu em grande estilo, fazendo jus a sua fama de mês mais quente do ano.

Todavia algo me diz que esse ano todo será muito quente por aqui…

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jan 31 2010

E a bagunça continua…

Dia desses estava buscando uma vaga no centro da cidade para estacionar quando ao parar no semáforo do cruzamento da Domingos com a Bento notei que duas caminhonetas de frete estavam estacionadas, uma atrás da outra, bem junto a esquina da Loja Colombo.

Como um acaso realmente incrível, exatamente naquela esquina caminhava, de mãos para trás, um fiscal de trânsito da Prefeitura de Uruguaiana, e assim abaixei o vidro do carona e lhe falei que aquela situação era claramente irregular, visto que veículos de carga e de frete somente podem permanecer estacionados em locais determinados como para carga e descarga, e isso dentro do horário determinado pela municipalidade.

Resulta que o fiscal olhou-me e gritou:

- Aqui qualquer um pode estacionar!

Digo-lhes amigos que no momento fiquei super indignado – e ultrajado também – mas depois acabei me acalmando.

Afinal, a esculhambação no trânsito de Uruguaiana é a marca registrada da administração do Prefeito Sanchotene Felice.

Aliás, é seguríssimo afirmar que nunca na história de Uruguaiana o trânsito esteve tão abandonado quanto nessas duas gestões do Prefeito Felice o qual mostrou-se – e ainda mostra-se – imensamente incompetente para criar um planejamento eficaz de trânsito para a cidade.

Como administrador público que é, o Prefeito Felice – já que claramente não possui a mínima capacidade intelectual para sequer imaginar alguma diretriz para o nosso trânsito – deveria então cercar-se de pessoas que entendessem do riscado, e não de incompetentes como ele.

Essa irregularidade no estacionamento das caminhonetas da Colombo já é velha (clique aqui e leia) e conta agora com a cumplicidade de uma administração que se autoproclama austera, proba, honesta e limpa.

Isso sim é uma verdadeira vergonha para Uruguaiana.

Mais que isso só mesmo a irresponsabilidade da caríssima Tenda “Cai-Cai” Acústica e os Camarotes-Poleiros que certamente nos esperam para o carnaval desse ano.

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jan 30 2010

Prefeito Felice fala de gratidão

Postado por Ricardo Pinto em Política

Quando conheço alguém procuro saber se tem a virtude da gratidão. Caso contrário é preciso ter cuidado, pois sem ela certamente não terão outros valores.” (Prefeito Sanchotene Felice, p. 03, Diário da Fronteira de 27/01/2010)

No post anterior chamei atenção dos leitores sobre o novo e moderno site do Diário da Fronteira, e nele acabei me deparando com essa frase do nosso Prefeito Sanchotene Felice (essa entre centenas de outras) que me deixou bastante impressionado.

Não é novidade que todo o político vive dessa frase; aliás, eles praticamente sobrevivem dessa frase. Mas “gratidão” é uma palavra que para eles possui um significado bastante peculiar e incomum. Para eles “gratidão” significa “apoio político”, ou, resumindo, “voto”.

O Prefeito Sanchotene Felice é um político da velha escola, batuta, austero, o estereótipo do político populista, que arroga-se como o “pai do povo”, como o seu “defensor”, protegendo-o contra as ações das pessoas más (sempre aquelas que não votam nele e não concordam com sua maneira autoritária de fazer política).

A fórmula é antiga e funciona assim: o político faz um “favor” para alguma família – geralmente relacionados à saúde, que são os que mais lhes rendem eleitoralmente - e então ele automaticamente angaria muitos votos. Mas no geral esses políticos não admitem que essa família lhe dê o voto apenas em uma eleição, mas sim durante sua vida inteira.

Sim, gratidão, para políticos como o Prefeito Sanchotene Felice, há de ser eterna, senão não é gratidão; deverá ser sempre um eterno penhor, inescapável, que reduz a pessoa “ajudada” a um ser sem dignidade, repulsivo, despersonalizado, um mero vassalo à mercê de seu suserano.

“Troca de favor por votos”, é esse o significado que encerra a frase epigrafada do Prefeito Sanchotene Felice, pois não é da gratidão sadia que ele está falando, daquela gratidão madura, adulta, digna, que é representada por um simples e sincero gesto de “muito obrigado”.

Por isso meus amigos não se deixem levar por essas retóricas manjadas, pois sabemos muito bem as reais intenções que elas escondem.

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jan 29 2010

Um website excelente

Postado por Ricardo Pinto em Mídia

O Diário da Fronteira – único jornal diário de Uruguaiana e região – conta com um site realmente eficiente e satisfatório.

O que inicialmente parecia que não iria “engrenar”, ou seja, aquele antigo e precário site do Diário, tornou-se um cyberespaço onde todos os links funcionam perfeitamente, e no qual se pode baixar as edições em arquivos .pdf, isto é, tais quais são compradas nas bancas.

A funcionalidade mais atraente é mesmo a possibilidade de ler online as edições, folheando-as como se estivéssemos com a edição de papel nas mãos.

Clique aqui e visite o site do Diário da Fronteira (o conteúdo está super “Feliciano”, mas descartem esse erro jornalístico e apreciem o resto).

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