Archive for abril, 2008

abr 30 2008

Giga

Postado por Ricardo Pinto em Música

Não. Não se trata de nenhum termo cibernético.

Giga é um antigo movimento de dança nascido, segundo alguns pesquisadores, na França (Gigue), e segundo outros na Irlanda, sendo a Jigg um de seus predecessores.

A florescência dessa dança animada em compasso 6/8, no entanto, ocorreu no período barroco, em especial na França e na Itália, e é com minha particular leitura e interpretação da Gigue en Rondeau, composta em 1723 pelo compositor francês Jean-Philippe Rameau, que deixo os amigos leitores neste 30 de Abril, agendando nosso reencontro, provavelmente, na sexta-feira (02/05) ou no sábado, posto que amanhã o Temporal entra em uma pequena manutenção.

Um excelente feriado de Dia do Trabalhador a todos.

Até lá.

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abr 29 2008

Ronaldo e os travestis

Postado por Ricardo Pinto em Esportes, Sociedade

O destino se encarregou de compensar o ostracismo midiático que envolvia o jogador Ronaldo “Fenômeno” com um belo escândalo à moda antiga e ao gosto popular: o sujeito foi levado a uma delegacia de polícia após ter se envolvido em uma briga com travestis em um motel imundo do Rio de Janeiro.

Os detalhes do ocorrido já são de conhecimento público, mas o atleta está se perdendo em suas próprias palavras: ele afirma que foi enganado pelos travestis, ou seja, acreditou que fossem mulheres de programa, e que depois de terem chegado ao motel, ao dar-se conta do fato, teria desistido do “serviço”.

Essa desculpa não é somente infantil - é ridícula.

Ora amigo leitor, pelas imagens dos travestis veiculadas na televisão nem se Ronaldo estivesse bêbado ele poderia confundí-los com mulheres, ainda mais sóbrio como ele afirma veementemente que estava naquela noite.

Afinal, em que mundo vivia o jogador até dois dias atrás? Em Marte, Shangri-lá ou na Terra Média?

Na verdade Ronaldo ao negar o óbvio - ou seja, que realmente queria uma festinha com os travestis mafiosos - erra duas vezes: ao brincar com a nossa inteligência e ao pensar que sua imagem conseguirá sair intacta desse episódio, não tanto por ter desejado uma transa homossexual (fato já banal ao homem contemporâneo), mas por estar sendo desonesto e mentiroso.

Seja como for, eu que já sentia por Ronaldo uma certa antipatia, hoje o que sinto é uma absoluta repulsa por sua falta de caráter e por revelar-se um péssimo exemplo para a juventude com sua atitude preconceituosa ao negar, de forma altamente discriminatória, sua flagrante tendência à homossexualidade.

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abr 28 2008

Aviso ao Leitor

Postado por Ricardo Pinto em Nota ao leitor

Amigo leitor,

Por motivo de manutenção na estrutura do site, o Temporal de Idéias ficará “fora do ar” durante algumas horas no próximo dia 01 de maio, com a possibilidade da manutenção estender-se até o dia seguinte.

Por enquanto não haverão alterações significativas, tão somente a correção de alguns scripts em php e css.

Agradeço pela compreensão.

Ricardo Pinto, blogger

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abr 27 2008

Nada bons

Postado por Ricardo Pinto em Reflexão

Qual a surpresa do crime? O que surpreende na maldade humana? O que apavora na maledicência? Qual o horror que nos assola diante da indiferença à dor alheia, à morte alheia, à ruína alheia…?

Afinal, quando chegará o dia em que acordaremos para uma realidade que grita aos nossos sentidos dizendo que somos seres perversos e pervertidos?

Porque negamos ao outro o amor? Porque negamos ao outro a palavra de carinho? Porque negamos ao outro a tolerância? Porque negamos ao outro a divisão do prazer, da alegria, do conforto? Porque negamos ao outro um pedaço do nosso bem estar, da nossa paz? Porque negamos ao outro o bem que abunda e sobra em nós e do qual somente ocupamos uma pequena parte?

Somos egoístas, mentirosos, falsos, maledicentes, homicidas, ladrões… todos nós.

O mundo que criamos com individualismo nos envolve em seu ambiente infecto e contamina a todos na mais tenra idade.

Aprendemos a ser essa merda que somos desde criança.

Aprendemos a viver nesse hospício onde nada sentimos ao ver um menino sujo e desnutrido, de mãos estendidas, pedindo uma moeda para comprar comida.

Odiamos e nos orgulhamos de odiar o outro. Sentimos nojo e nos orgulhamos de sentir nojo do outro que nada tem e nada pode.

E eu insisto na pergunta: - o que surpreende na maldade humana?

Onde estão nossas lágrimas ao olharmos aquele corpo dormente, encolhido, deitado no chão próximo à porta da nossa garagem, semi-coberto com cartões, de pés nus, em uma madrugada de julho? O que fazemos então? Qual o nosso sentimento? O que nós, confortavelmente a bordo de um automóvel climatizado, com roupas grossas, macias e quentes, fazemos por aquele ser?

Nada! Isso mesmo: nada! Ele não merece pois é um vagabundo, um bêbado sujo e fedido, e deve ficar exatamente como está: na miséria, e se morrer tanto melhor, desde que não seja perto de mim; melhor para ele e principalmente para mim, que não serei mais obrigado a contemplar o patético que é sua figura horrenda, desgraçada e por isso desagradável aos meus olhos.

Mas pior ainda são aqueles que hipocritamente penalizam-se e justificam sua omissão com desculpas absurdas que nada justificam senão o próprio descaso com a ruína do outro.

É assim que somos, amigo leitor. Esse é o nosso retrato. Aliás, um dos nossos retratos, pois ficaria aqui infinitamente pintando imagens semelhantes à essa. E muitos são aqueles que ainda teimam em negar esses fatos. Sim, fatos.

Eu, após escrever esse texto, não irei mudar, assim como tu, caro leitor, após lê-lo, provavelmente também não irá mudar, e continuaremos sentindo mais repulsa e ódio de mendigos dormindo ao relento em noites gélidas que afeto e solidariedade ao seu estado de miserabilidade.

Talvez existam almas nobres entre nós. Um pouco mais nobres. Não muito. Mas o suficiente para preocupar-se com o outro, com o desvalido, com o desafortunado. Mas são poucas. Muito poucas.

São exceções.

A regra é asquerosa, imunda.

E como nos sentimos bem nela!

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abr 26 2008

Quietude

Postado por Ricardo Pinto em Política

E está tudo muito quieto e calmo para dias que precedem o inicio de uma campanha política para as eleições municipais de 2008 aqui em Uruguaiana.

Pouco tem se ouvido falar em candidaturas, e tudo que é comentado fica sempre no campo das conjecturas, posto que ninguém parece querer se manifestar sobre suas pretensões eleitorais.

É um joguinho conhecido esse: como os partidos políticos saíram escaldados da última eleição para prefeito da cidade, na qual o candidato Sanchotene Felice elegeu-se sem que seu partido houvesse coligado com nenhum outro, as ‘raposas’ da política resolveram calar e aguardar para ver o que irá acontecer.

O único partido que, ao que parece, saiu na frente é o PTB do ex-prefeito e pré-candidato Caio Riela, já com reuniões de apoio à sua candidatura ao cargo de prefeito nessas eleições de 2008, até por não existir a menor hipótese de Felice oferecer-lhe parceria.

Alguns nomes de possíveis candidatos ao cargo de prefeito pululam nas rodas de conversas dos cafés e esquinas da cidade: os atuais vereadores Mauro Brum e Kiko Barbará e o advogado Omar Tomahli em disputa interna no PMDB, o empresário e atual secretário municipal Luiz Augusto Schneider pelo PP, o professor e músico Silvio Genro pelo PT, o advogado Ricardo Pinto pelo PDT, além do já citado ex-prefeito Caio Riela pelo PTB, tendo como seu vice o empresário Neito Bonotto.

Maio será um mês decisivo para os pré-candidatos, não somente à majoritária, mas também para aqueles que almejam uma oportunidade no Legislativo municipal.

Esperemos as novidades…

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