out 25 2009
Absolvição de Yeda Crusius: um exercício da democracia
Agora é hora de parar!
A aprovação plenária do parecer legislativo que determinou o arquivamento do processo de impeachment da governadora do Rio Grande, a paulista Yeda Rorato Crusius (PSDB), é efetivamente resultado do exercício pleno das garantias constitucionais, da lei e da ordem.
É o espírito republicano em ação conjunta com os ideais democráticos.
Como a própria governadora declarou na entrevista no programa Roda Viva antes de sua absolvição, a possibilidade do arquivamento pelos votos da maioria dos deputados que compunham a base aliada ao seu governo era um claro exemplo de gestão democrática, onde a regra é mesmo a maioria.
Todos temos convicção da sua participação nos esquemas do Detran, posto que os indícios são vários e fortíssimos. O povo gaúcho não é um povo imbecil e aprendeu muito bem a conhecer quem presta e quem não presta. No entanto essa impressão devemos guardá-la para nós mesmos.
Agora chega. O maior poder da república – o Poder Legislativo – já deu seu veredito e absolveu Yeda Crusius de todas as acusações que pendiam sobre ela. Antes mesmo o próprio Judiciário já o tinha feito quando a excluiu da demanda de improbidade administrativa.
Vamos aceitar a vitória de Yeda pelas mãos do povo gaúcho representado diretamente pelos nobres deputados.
Todavia, não nos esqueçamos disso nas próximas eleições.






Ela foi excluída da ação judicial por ilegitimidade passiva, não pelo mérito propriamente dito. O judiciário não “absolveu”.
A democracia burguesa, na verdade, não passa de uma enorme farsa. A liberdade é atada a quesitos jurídicos que só visam proteger os intereses daqueles que estão no poder – e de seus aliados – mas tudo isto é revestido como “leis que garantem a liberdade”. Assim, desta forma, podem auto protegerem-se e, todos aqueles que discordam passam a ser atacados como desordeiros.