fev 06 2010
Gendarmeria Nacional Argentina: a truculência como regra
Conheço pouquíssimos bons policiais e militares, e por um simples motivo: são raros mesmos.
Aqui no Brasil, como diz meu amigo Ronei Almeida, quando um cidadão não presta para mais nada na vida, se torna policial.
Mas essa regra toma proporções realmente desastrosas se a aplicarmos na Argentina, especialmente na nossa vizinha Paso de Los Libres: lá o brasileiro é tratado como um idiota, como um palhaço, como um marginal, como um criminoso, como um ser indigno de respeito, e tudo por parte da Gendarmeria Nacional Argentina e também da Policia Militar, órgãos que reúnem o que de pior pode se imaginar em má qualidade de ser humano.
Gendarmes e Policiais argentinos são criaturas de péssimo caráter, de índole perniciosa, vulgar, são canalhas fardados que quando não insinuam propina ao ameaçar reter veículos por conta de frescuras que eles mesmos inventam, procuram espezinhar o honrado cidadão brasileiro fazendo perguntas cretinas, piadinhas de duplo sentido, e tudo isso portando ostensivamente pistolas .45, diga-se, o único lugar onde repousa sua autoridade empedernida.
Ontem fomos eu e mais três amigos, como de costume, tomar um sorvete em Libres: na ida, quando abordados por um gendarme, entregamos nossas identificações e esse complicou com a carteira de motorista de um de nós (que aqui no Brasil também é de identidade civil, exatamente como a CI), dizendo que aquele documento não era aceito, etc, etc, mas com um sorriso jocoso e uma piadinha vulgar mandou-nos seguir.
Na volta, porém, fomos abordados por uma gendarme que pediu-nos novamente os documentos. Mesmo estranhando o fato, vez que nunca os gendarmes exigem identificação de brasileiros que retornam ao Brasil, entregamos os mesmos documentos que havíamos entregue ao colega dela quando chegamos. A reação foi imediata: entregou-nos nossas duas CI’s, ficou com a carteira de motorista de meu amigo na mão e começou a desfiar um rosário de reprimendas, ameaçando, inclusive, retê-lo na gendarmeria por que não estava portando a CI que, segundo eles dizem, é o único documento brasileiro aceito para o ingresso na argentina.
Nossa sorte é que para essa escumalha vagabunda repreender brasileiros é sinônimo de orgasmos múltiplos, muito mais que enfrentar uma argumentação mais séria quando de uma detenção e/ou um escândalo na imprensa. Daí que após todo o discurso a cretina nos despachou, como quem toca um cachorro de rua.
Sinceramente não é possível compreender como que uma autoridade possa portar-se dessa forma, ter esse modus operandi como regra, essa truculência, essa agressividade imbecil que lhes tolhe o discernimento, o mais simples entendimento de que se todos os motoristas brasileiros possuem CNH expedida pelo Estado Brasileiro e que se esta é tida como documento de identificação civil é óbvio e lógico que deve ser reconhecida tanto quanto a Carteira de Identidade (CI). Nessas condições, nesse compasso de similaridade documental, arguir qualquer tratado ou convenção internacional que determine exclusivamente a apresentação de CI como documento hábil ao ingresso na Argentina, é muito além de estupidez: é a canalhice endêmica da Gendarmeria Argentina – instituição que mais parece um eco do lado mais macabro do peronismo.
E são esses sintomas, esses “pequenos” sintomas, que torna possível a conclusão de uma Argentina eternamente ultrapassada, retrógrada e – por isso – reacionária;
Aliás um país que abriga servidores de tão baixo quilate moral não pode mesmo prosperar, pois não possui valor humano em sua estrutura de Estado e isso repercute negativamente no cenário mundial.
Por outro lado episódios como esse tem um lado positivo: serve para que valorizemos mais a nossa terra brasilis – um país maravilhoso, forte, acolhedor, humano.
Devemos sim combater esse vício infeliz de ir buscar na Argentina coisas diferentes, exóticas, pois a cada vez que somos maltratados e humilhados pelas autoridades policiais e militares desse país nossa dignidade vai-se diminuindo, encolhendo, até nos tornarmos iguais a eles – ou talvez até pior.
Hoje pensemos nisso.





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Pode ficar tranqüilo, as forças policiais agem da mesma maneira conosco os argentinos, por isso é que são bastante detestados no país todo. Mas se formos dar razão aos gendarmes, carteira de motorista na Argentina não serve como identificação, só a CI. Abraço.
Zé, de Buenos Aires
Pelo visto, você sérias restrições para com a Argentina. Este é um mau que costuma afrigir os gaúchos. Por ser capixaba não padeço deste mau, e posso te dizer, com toda certeza que, infelizmente, você estava errado e os policiais argentinos certos.
Pelo acordo internacional entre de Recife ficou a cargo da Argentina o controle de pessoas, nas áreas de controle integrado. Este controle é realizado pela Gendarmería Nacional Argentina, subordinada ao Ministério da Justiça Argentino, uma polícia federal militarizada, especializada para o policiamento da área de fronteiras, segurança de embaixadas e missões de paz. Pela Decisão CMC N.º 18/08 “Acordo sobre Documentos de Viagem dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados”, vigente a partir da assinatura, que ampliou os direitos previstos na Resolução GMC N.º 76/95, reconhece como documento válido para o ingresso de brasileiros, uruguaios, paraguaios e chilenos em território argentino, além do passaporte, apenas a Carteira de Identidade. O único documento válido para outras nacionalidades é o Passaporte.
Moro em Uruguaiana e vou semanalmente à Argentina, por Passo de Los Libres, e os gendarmens nunca me exigiram nada que fosse ilegal. Pelo contrário, o que vejo é fecharem aos olhos com relação a exigência de apresentação da Carta Verde, um seguro contra terceiros que começou a ser exigido no Merconsul após o Protocolo de Iguaçu, de restrições sanitárias, como o transpasso de produtos de origem animal e vegetal pela fronteira etc.
Bueno, aconselho que da próxima vez vez que for para outro país tenha mais cuidado em verificar o que é exigido. Há! E dê graças a Deus de ter tentado entrar na Argentina sem documentos, e não nos Estados Unidos, França, Inglaterra, Espanha …
Ei Moço, li teu depoimento e fiquei estarrecido com a tua infeliz declaração, porque uma pessoa desenvolvida, sabe que o documento para transito internacional, é o passaporte, mas graças a um tratado com nosso País visinho, a CI, serve como identificação, portanto quando te interpelaram, estavam com toda razão e fique feliz com os Gendarmes, que somente chamaram a atenção de vocês sobre o caso, mas deixaram vocês entrarem no País. Porque um mal educado como você, deveria ter ficado preso, porque uma pessoa que generaliza toda uma Instituição, por um suposto mau atendimento, não deve ser grande coisa. Até pode que um Gendarme te tratou mal, mas até duvido, porque depois de ler as tuas declarações e de saber por você, que este tal de teu amigo Ronei de Almeida, que toda pessoa que não presta pra mais nada, vai ser policial. Posso imaginar que tipo de gente são vocês. Com certeza da pior espécie. E se eu estivesse fiscalizando, pode ter certeza, que gente como você e teus amigos, nem com documentos, eu deixaria passar, para não contaminar os outros. Porque deve ser muito caco, o elemento que tem este pensamento da organização policial. Pois é por causa desse tipo de gente como você, que a polícia existe, para proteger os bons cidadãos, desses perniciosos da sociedade, iguais a ti. Gostaria de te dizer, que conheço a Gendarmeria da Argentina, ha mais de 30 anos sempre fui bem tratado, quando estive em seu Pais. Sou Integrante da Brigada Militar, e elemento como você, deve lavar a boca, antes de mencionar o nosso nome.