ago 20 2007
Tomates
Ontem, pela enésima vez, assisti ao que considero um dos mais belos filmes já feitos na história do cinema: Tomates Verdes Fritos.
Lembro bem da época em que essa película foi lançada, causando furor no mundo inteiro, mas eu, em minha ignorância adolescente, resistia a idéia de que alguma obra com esse título inusitado teria algum valor.
Nos idos anos 90, bem em frente à Villa Dolores, pela rua 13 de maio, havia uma pequena videolocadora na qual eu costumava apanhar alguns vídeos de vez em quando. Foi, pois, em uma tarde de verão que eu resolvi locar um filme de ação ou ficção, quando avistei na prateleira o estojo de Tomates Verdes Fritos. Ao pegá-lo para ler a sinopse da capinha ouvi uma voz ao meu lado que disse: - É muito bom! Vale a pena assistir. Mas tem que ser rápido antes que eles amadureçam! Era o saudoso Dr. Edgar Bidegain Pereira que, educada e divertidamente, me incentivou a levar para casa um filme que marcou minha vida para sempre.
É uma obra prima do cinema de todos os tempos; um filme que diverte e emociona, que nos proporciona uma gama infinita de sentimentos nobres e, acima de tudo, nos faz refletir sobre o que realmente vale a pena na vida.
Tomates Verdes Fritos nos mostra que somente o amor é capaz de justificar toda uma existência, um amor amplo, abrangente, solidário, livre de preconceitos, capaz de realizar aquilo que pensamos ser impossível e que, na verdade, só depende de nós mesmos.
Recomendo aos leitores que, se ainda não assistiram essa jóia da cinematografia, corram agora mesmo na videolocadora mais próxima das suas casas.
Tenham a certeza que, mesmo tendo se passado mais de quinze anos, os tomates continuam verdes, o segredo ainda está no molho, e é bom que se preparem para receber um verdadeiro milagre em suas vidas.
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