jan 31 2008

Viradouro e o Holocausto

Postado por Ricardo Pinto às 16:24 em Carnaval

Acertada a decisão judicial que proibiu a exibição de um dos carros alegóricos da escola de samba Viradouro na avenida Marquês de Sapucaí no RJ que iria trazer uma escultura gigante de uma pilha de corpos humanos e sobre ela uma fantasia de destaque retratando Adolf Hitler.

É verdadeiramente absurda a idéia de colocar na avenida do samba o maior genocídio da história do mundo, um fato histórico tão vergonhoso que deve ser encarado sempre com a maior seriedade, horror e pesar, nunca com motivações alegóricas seja qual for a intenção dos artistas envolvidos.

Seria quase como, por exemplo, uma escola de samba resolver apresentar um carro alegórico mostrando os escombros do WTC, sobre eles todo o tipo de coisas que iriam desde laptops quebrados até pernas e cabeças humanas decepadas e de fundo a efígie do Bin Laden.

Carnaval é uma festa de alegria, uma celebração espetacular da vida.

O artista que quiser protestar contra algo negativo ou que julgue errado que o faça artisticamente e de forma isolada, como Picasso com sua Guernica ou Tipett com o seu oratório Child of Our Time, onde a reflexão sobre o ódio e a intolerância humana é o objetivo.

Parabéns ao judiciário carioca!

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3 responses so far

3 comentários para “Viradouro e o Holocausto”

  1. [...] Ricardo Pinto [pt] agrees and makes a comparison with what would be the trivialization of terrorist acts in the same kind of parade: Seria quase como, por exemplo, uma escola de samba resolver apresentar um carro alegórico mostrando os escombros do WTC, sobre eles todo o tipo de coisas que iriam desde laptops quebrados até pernas e cabeças humanas decepadas e de fundo a efígie do Bin Laden. [...]

  2. Joséem 07 fev 2008 às 9:32

    Não gostei da decisão da juíza a Constituição brasileira garante a liberdade de expressão. Se esse judeus não gostem é direito deles. Então que montem uma escola de samba e faça algo criticando. a arte é livre. O mal só exite nos olhos de quem o vê, na baca de quem fala, no coração de quem o sente e na cabeça de quem só pensa nele. Daqui a pouco ninguém vai produzir mais nada desse jeito…

  3. Francisco Alvesem 10 mar 2008 às 21:42

    amigo Dr Ricardo Pinto
    Que tal aconselhar os milhares de leitores deste pretigiado Blog a que naveguem também em outro site: o Samba e Feijão??? Ali certamente os leitores terão o famoso e popular “outro lado da moeda” com relação ao meu amigo Adelzon Alves.
    Deu pra notar que encho a boca para dizer “meu amigo”. É que para mim é um orgulho poder ser amigo de Adelzon. Quando as pessoas souberem mais sobre ele, sobre o que ele representa no samba, descobrindo e abrindo horizontes a novos valores, sendo constantemente acarinhado pela velha guarda da Mangueira, Portela, Salgueiro,Beija Flor e tantas outras escolas, por compositores,músicos e cantores do morro, pelos nomes mais consagrados da MPB, me darão razão. Sabia que recentemente Cauby Peixoto pediu a Adelzon para redigir o texto apresentação de seu novo CD? Porque será hein????
    Depois de mostrado o “outro lado da moeda” ficariam aliviadas aquelas pessoas que, como eu, conhecem a fundo o trabalho dele.De sua capacidade e principalmente sua contribuição à música popular brasileira de norte a sul e de leste a oeste deste país.
    Ah…procurei em todos os sites, blogs e tudo o que trata da música de raiz, mas infelizmente não encontrei absolutamente nada sobre a senhora Aline dos Santos da Silva de Mello Teixeira. Mas os internautas podem acessar até mesmo no Google o nome Adelzon Alves para ver o resultado.
    Porque será hein?
    Por último: ao contatar com ele, Adelzon afirmou ter deixado na planilha de julgamento, um texto dirigido aos dirigentes das agremiações carnavalescas, com relação a importância do samba enredo. São pouos os que fazem isto. Só os que se garantem.
    Adelzon é um cara muito simples, Dr Ricardo, trata-s de um homem espírita. Não gosta de aparecer e se aparece ao natural é por força de seu talento. No Blog Samba e Feijão dá para ver a força resultado desse talento.O senhor que navegou por lá é tstemunha. Lá estão algumas manifestações de pessoas dos mais diferentes pontos do Brasíl.São manifestações positivas,verdadeiras e com total legitimidade. Mas estas manifestações foram deprezadas e só apareceram as únicas duas contrárias em meio a dezenas de elogios. Que pena!
    Mas repito o que escrevi ontem e não encontrei hoje(mas tudo bem): Não o repreendi. Quem sou eu? Apenas lembrei que há mais de 60 dias, eu o havia alertado que nosso samba tinha defeitos e que dava tempo de sobra para arrumar.Hoje recordei isso com o compositor Armando Vasquez e ele confirmou. Estava ali conosco. Cosnegui patrocínio para um grande violonista, o Ênio. Consegui o CD do samba gravado no rio, que diga-se, é infinitamente melhor em harmonia(acompanhamento instrumental) compatível. O Ênio foi a fundo, tirou os mesmos acordes, mas os mandarins determinaram que ele tocasse com haviam ensiado aqui.E ainda o disseram:” se tu não estas seguro , então não desfila”.Mas o inseguro nos acordes não era o Ênio. eram os próprios acordes colocados aqui, equivocadamente no samba. Aliás,até o puxador do Rio,confessou-me que lá ele ensaiou e gravou com músicos de primeira grandeza, mas que ao chegar em Uruguaiana, foi obrigado a cantar com a harmonia primitiva. E bota primitiva nisso. Eu, o Ênio, o Ribas(intérprete) sabemos do que estamos falando. E o Adelzon Alves, jurado neste quesito, infelizmente também sentiu, percebeu, captou os defeitos que captamos e pontuou com o conhecimento e dignidade que Deus lhe deu.
    Mas….aconselhe seus leitores a navegarem também no Samba com Feijão. Posso, quem sabe, poupar-lhe desta difícil tarefa e eu mesmo aconselhar via rádio ou pelo jornal.
    um abraço

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